Ansiedade

Ansiedade da Ânsia de Vômito?

O que é ansiedade?

Resumidamente, a ansiedade é uma resposta emocional, um estado de apreensão que não conseguimos explicar direito, ela é uma mistura de sensações como a incerteza, medo ou desesperança, que pode ter muitos níveis de intensidade e experimentada de formas muito individuais por cada pessoa em cada momento. 

Como nosso corpo reage a ansiedade? 

A ansiedade pode ser expressa diretamente através de alterações fisiológicas (mudanças nas funções do corpo) e comportamentais e, indiretamente por meio da formação dos sintomas ou mecanismos de adequação, como uma tentativa de defesa contra a ansiedade. A intensidade dos comportamentos aumentará, à medida que se eleva o nível de ansiedade. 

São muitas as manifestações do corpo para a ansiedade, ela pode ser fisiológica (funções do corpo), de comportamento, sentimentos e cognitiva. E isso, com certeza, nos afeta de maneiras que causam sensações ruins, dolorosas ou desagradáveis.

Ansiedade

Para você entender melhor, vou trazer alguns exemplos de como essa sensação pode se manifestar. 

  • Resposta Cardiovascular (coração e circulação): Coração disparado; Pressão arterial alta; Tontura; Desmaio; Pressão arterial baixa.
  • Resposta Respiratória (pulmão): Respiração rápida; Falta de ar; Pressão no peito; Nó na garganta; Sensação de sufocamento; Engasgo.
  • Resposta Neuromuscular (músculos): Tremores; Insônia; Fraqueza generalizada; Pernas bambas; Movimentos desajeitados; rosto franzido todo o tempo.
  • Resposta do trato urinário (bexiga): Pressão na bexiga, sensação ou necessidade frequente de urinar.

…e sobre o que estamos falando especificamente aqui:

  • Resposta Gastrintestinal (estômago e intestino): Perda do apetite; Nojo de alimentos; Dor na barriga; Vontade de vomitar; Vômito; Diarreia;

Explicando o processo relacionado a ‘má digestão’, ‘queimação’, ‘ânsia’ e outros efeitos da ansiedade em nosso corpo:

Dispepsia é o termo utilizado para falar da dificuldade de digestão e está relacionado aos famosos sintomas da gastrite, que pode ser manifestada como sensação de dor, queimação no estomago (também conhecida como azia), náuseas, sensação de ‘estomago inchado’ (também chamada de distensão abdominal).

Daí também temos a ‘Dispepsia Funcional’, que é sobre as pessoas que apresentam essas manifestações, só que nos exames (exemplo: endoscopia) não aparecem nenhum sinal de gastrite ou outra doença. 

E o que isso significa? 

Significa que a pessoa apresenta os sintomas sugestivos de gastrite ou outras doenças como as do fígado, vesícula biliar, parasitoses. 

Esse tipo de problema está relacionado as alterações na sensibilidade exacerbada dos órgãos, intolerância a alimentos, motilidade gastrointestinal, alguma infecção e, o fator mais importante nesse contexto, as alterações psicossociais. 

É fundamental entender que o corpo e o cérebro estão conectados, isso significa que ele reage as nossas emoções. Não precisamos ir muito longe para pensar essa relação, por exemplo, quando sentimentos cheiro de uma comida que gostamos a motilidade do nosso estomago e intestino aumentam, assim como a secreção de ácido. Da mesma maneira quando sentimos cheiro de alguma comida que achamos pavorosa e sentimos o ‘estomago embrulhar’. 

Se isso acontece com simples cheiros, imagina quando estamos passando por situações de ansiedade. Na ansiedade, estresse e sentimentos similares, temos ações de hormônios, aumento do suco gástrico, aumento da motilidade, alteração dos estímulos sensoriais do trato digestivo, tudo que leva a sensações e efeitos como náusea, vômitos, queimação, diarreia, gases…

Dicas para lidar com a ansiedade, tanto no momento de crise quanto como prevenção

Repense sua alimentação:

A alimentação pode ser seu inimigo ou aliado. Então precisamos prestar atenção em como estamos nos alimentando e entender como isso pode contribuir para esses momentos de ansiedade. Dê preferências para alimentos menos gordurosos, frutas, legumes, evitar alimentos com cheiro muito forte, principalmente quando você tem os sinais de que terá uma crise de ansiedade, como se fosse uma estratégia preventiva, mas tentar ir mudando essa alimentação no seu dia a dia. 

Buscar um(a) terapeuta e iniciar terapia:

A terapia é um trabalho através do qual a gente se conhece melhor, ou seja, um trabalho de autoconhecimento.

 Através da terapia nós vamos entendendo ou buscando compreender todos os nossos sentimentos, como estamos agindo com outras pessoas, como estamos agindo com a gente mesmo e como agimos com o mundo. Entender o motivo de nossas escolhas e qual a explicação para que tenhamos uma certa personalidade. 

Então, basicamente, a função da terapia é fazer com que se conhecendo melhor, você possa realizar novas escolhas, se livrar de algumas amarras construídas durante a vida, ser mais livre para decidir de forma mais consciente.

Isso só é possível por que a terapia busca trabalhar um mergulho mais profundo possível na sua vida, ou melhor, vários mergulhos profundos na sua vida para compreender todos os processos da sua vida e construir uma perspectiva de cuidado a partir do que você vai trazendo e o que ele ajuda você a enxergar, lá no fundo, e colocar à tona durante os encontros 

Relaxamento muscular: 

Quando estamos em crises não é só nossa mente que fica tensionada e desgastada. A nossa musculatura também sofre esses efeitos, então relaxar os músculos é uma técnica importante para a redução do estresse. Uma opção é uma técnica conhecida como “Boneco de Pano”.

Você vai escolher um lugar confortável (uma cadeira ou uma poltrona) e então vai sentar e deixar seu corpo todo solto e mole, igualzinho um boneco de pano. Isso vai reduzir aquela tensão constante que o estresse estava causando na sua musculatura. Lembre-se que nesse momento é importante deixar a mente vazia e relaxada, não é para ficar com o corpo solto e pensando em mil problemas. 

Realizar exercícios físicos:

Várias práticas de exercícios físicos podem ser realizadas para amenizar as crises de ansiedade, como uma forma de válvula de escapa para toda aquela angústia. Busque alguma atividade que você goste de fazer e inclua no seu dia a dia, é importante incluí-la na sua rotina e não apenas nos momentos de crises. Estabelecer uma rotina de exercícios vai impactar diretamente em suas crises. 

Então além da inclusão da prática de forma rotineira você pode utilizar para amenizar a crise quando ela estiver ocorrendo de fato. Essas atividades podem ser variadas, como correr, nadar, dançar, caminhar e muitas outras que te ajude a canalizar e dissipar mais rapidamente a crise.

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