Você sabe o que é autismo? Veja causas, sintomas e tratamentos

Você sabe o que é autismo? Veja causas, sintomas e tratamentos

O Transtorno de Espectro Autista (TEA) – mais conhecido como autismo – atinge 1 a cada 110 pessoas no mundo, segundo dados do CDC (Center for Diseases Control and Prevention). No Brasil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), esse transtorno afeta cerca de 2 milhões de pessoas. Apesar desse número alto, o preconceito em torno do autismo ainda se reflete diariamente em nossa sociedade e sua causa principal é a desinformação. E você, sabe o que é o autismo? Acompanhe o artigo!

O que é autismo?

O autismo é um transtorno que afeta o desenvolvimento neurológico e resulta em alterações na comunicação (sobretudo na fala), dificuldade nas interações sociais e repetição de comportamentos. Ele costuma ser identificado ainda na infância, entre os 12 e 14 meses de idade.

Apesar desses sintomas, é preciso compreender que o autismo não é uma doença, justamente porque ele não tem cura. Foi apenas em 2013, na publicação da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais (DSM-V) – um guia classificatório de diagnósticos utilizado pelos profissionais da saúde para identificar os transtornos mentais a partir de seus sintomas – que o autismo passou a ser classificado como um transtorno de espectro.

Com essa nova denominação de espectro, o diagnóstico leva em consideração uma maior abrangência nos graus do transtorno: são diferentes espectros, que variam de pessoa para pessoa, dependendo da intensidade dos sintomas.

Conheça a Fepo e conte com a ajuda dos nossos psicólogos! Clique no banner para agendar sua consulta:

Você sabe o que é autismo? Veja causas, sintomas e tratamentos

Quais as classificações do TEA?

Atualmente, o Transtorno de Espectro Autista (TEA) é classificado em três graus distintos: autismo leve, autismo moderado e autismo grave.

O autismo leve, de nível 1, apresenta prejuízos leves e não significativos. Isso quer dizer que eles não impedem a pessoa com autismo de trabalhar, estudar e levar uma vida social saudável e comum.

Já o autismo moderado, de nível 2, afeta alguns aspectos da vida do autista: sua independência é um pouco menor e ele necessita de alguma ajuda para realizar as funções do dia a dia, como preparar suas próprias refeições ou cuidar de sua higiene.

Ainda assim, com o apoio necessário, é possível viver uma vida sem grandes impedimentos.

O autismo grave, de nível 3, faz com que o seu portador apresente dificuldades mais severas, com dificuldade acentuada de aprendizagem e comunicação, exigindo suporte profissional ao longo da sua vida.

Quais as causas do autismo?

Apesar das diversas pesquisas realizadas na última década, as causas do TEA ainda não são totalmente conhecidas.

A maioria dos estudiosos acredita que a predisposição genética é a maior contribuinte para o desenvolvimento do espectro autista e essa informação é corroborada através da análise da herança genética e das mutações espontâneas que ocorrem no desenvolvimento do feto.

Apesar disso, novas evidências apontam que além das causas hereditárias, fatores ambientais que sensibilizam o feto durante uma gravidez também podem ter um peso no aparecimento do transtorno.

Uma gestação marcada por estresse ou exposição a substâncias tóxicas por parte da gestante, por exemplo, podem ter relação com o desenvolvimento do autismo.

Quais são os sinais que indicam o transtorno do espectro do autismo?

Identificar os sinais que indicam autismo é fundamental para oferecer o apoio e a assistência apropriada, bem como para combater (pouco a pouco) o tabu que ainda persegue esse transtorno.

Na infância, os principais sinais que indicam algum grau de Transtorno do Espectro Autista são:

– dificuldade de interação social e de comunicação;
transtorno de linguagem;
– aprendizado lento;
– movimentos repetitivos do corpo;
– aparente apatia.

Já na adolescência e na vida adulta, os sintomas são outros:

– incapacidade de autonomia para realizar atividades que demandem mais foco e empenho (como trabalhar e estudar);
– sintomas de ansiedade e depressão;
– ausência de amigos ou de vida social ativa;
– preferência por atividades que não exijam a companhia de outras pessoas ou que não sejam realizadas em locais públicos.

Como é realizado o diagnóstico do autismo?

Mas e como é possível obter um diagnóstico desse transtorno? Primeiro, é preciso ter em mente que não existem exames laboratoriais ou de imagem para o diagnóstico do autismo.

O caminho adotado pelos profissionais consiste em analisar o histórico do paciente, recolher relatos de pessoas próximas e, muito importante, observar o comportamento apresentado pela criança ou adulto.

Procura-se, sobretudo, por características como dificuldade para interagir socialmente e comportamentos repetitivos.

O diagnóstico em crianças costuma exigir uma equipe multidisciplinar, formada não apenas por pediatra e psiquiatra, mas também por psicólogo, nutricionista e fonoaudiólogo.

Em adultos, por sua vez, o diagnóstico costuma ser mais difícil justamente porque os sintomas apresentados (ansiedade, tristeza constante, apatia) podem ser confundidos com outros transtornos.

Como é realizado o tratamento do transtorno do espectro do autismo?

Como o autismo não tem cura, após o diagnóstico é preciso encontrar maneiras de melhorar a qualidade de vida do autista.

Dependendo do nível do transtorno, o acompanhamento médico e o tratamento variam e podem incluir cuidados multidisciplinares, com a ajuda de médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas comportamentais e, em certos casos, medicação (para tratar a ansiedade, as alterações de humor e a irritabilidade).

Como família e amigos podem ajudar?

Você sabe o que é autismo? Veja causas, sintomas e tratamentos
O apoio de familiares e amigos é essencial para o correto tratamento e consequente aumento da qualidade de vida do portador de autismo.

Compreender bem como esse transtorno funciona para ser capaz de lidar com as dificuldades apresentadas pelo autista é o primeiro passo que as pessoas queridas podem dar para ajudar.

Auxiliar nas atividades diárias que causam maiores dificuldades ao paciente e incentivar o seguimento do tratamento são atitudes fundamentais para que o portador de TEA tenha uma vida mais tranquila.

Para garantir que o autismo não gere problemas na vida do portador, uma rede de apoio forte e um tratamento adequado são essenciais.

E o apoio profissional adequado é indicado para qualquer pessoa que sofra ou que tenha o desejo de conhecer e desenvolver melhor sua saúde emocional.

Aqui na Fepo, você encontra a opção de fazer terapia online, uma forma muito mais prática e confortável de receber o auxílio de especialistas capacitados para promover a saúde e o bem estar.