Depressão: entenda o que é e quais são os principais sintomas

Depressão: entenda o que é e quais são os principais sintomas

Sentir-se triste, abatido ou sem motivação faz parte da vida de todo ser humano. Temos altos e baixos, dias melhores e dias piores. Mas quando isso se torna uma constante, é hora de prestar atenção! Viver em contínuo sofrimento e desesperança pode indicar um quadro de depressão. Você sabe como identificar essa doença? 

Nesse texto, explicamos o que é a depressão e quais são seus principais sintomas.

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O que é depressão?

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica (também chamada de transtorno depressivo maior) bastante comum, mas potencialmente grave. Esse transtorno de humor (ou afetivo) tem como característica principal uma tristeza excessiva e ilimitada, geralmente associada a sentimentos de derrota, culpa, autoestima muito baixa, desesperança, falta de interesse e oscilações de humor.

O transtorno depressivo interfere diretamente na qualidade de vida do paciente, que tem dificuldade em realizar as atividades mais básicas do dia a dia, como comer, dormir, trabalhar e estudar. Suas relações pessoais e profissionais também costumam ficar abaladas, já que o depressivo vai perdendo o interesse no contato social. 

Todas as faixas etárias podem sofrer com esse transtorno. Atualmente se sabe que ele é causado por desequilíbrios na parte bioquímica do cérebro, sobretudo na diminuição de neurotransmissores como a serotonina – uma substância que regula questões fisiológicas essenciais, como o apetite, o sono, a ansiedade e o humor.

Apesar dos principais sintomas de depressão serem ligados à infelicidade crônica e alterações de humor, ela também pode interferir diretamente no sistema imunológico, causando alterações fisiológicas (como o aumento de processos inflamatórios).

Por causa do seu status preocupante, a depressão se tornou assunto de utilidade pública. Com o crescente número de pessoas apresentando quadros depressivos, as autoridades do mundo todo passaram a encarar o problema com mais rigidez e atenção nas últimas duas décadas. Compreendeu-se que não é possível (ou que ao menos não faz muito sentido) falar em saúde sem falar em saúde mental. 

Estima-se que essa doença atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo, de todas as idades. No Brasil, 5,8% da população sofre de depressão, totalizando um número alarmante: 11,5 milhões de brasileiros convivem com essa enfermidade. 

A partir de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), sabe-se que o Brasil lidera o ranking dos países latino americanos com maior número de casos depressivos.

Perigos e riscos da depressão

É comum que uma pessoa depressiva queira se isolar e apresente cada vez menos disposição para interações sociais. Essa característica torna a depressão um transtorno difícil de ser diagnosticado e, mais do que isso, de ser tratado.

Muitas vezes a família e os amigos não se dão conta da gravidade do quadro, já que o depressivo habilmente encontra formas de evitar eventos sociais ou trocas afetivas mais íntimas.

Com esse isolamento como uma característica marcante do transtorno, tanto a esfera privada quanto a esfera profissional do paciente são afetadas. Isto faz da depressão um problema social que, como já vimos, não pode ser negado ou posto de lado pelas políticas públicas e sociais. É trabalho da sociedade, como um todo, lutar pelo reconhecimento da depressão como algo a ser debatido e combatido.

Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde ), a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Por ser uma doença incapacitante quando em graus moderados e graves, pode levar a pensamentos suicidas – que, nos casos mais acentuados, terminam no paciente tirando sua própria vida. 

Estima-se que cerca de 800 mil pessoas vêm a óbito por suicídio anualmente no mundo; entre jovens e jovens adultos, a taxa é mais preocupante: o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas dos 15 aos 29 anos.

Apesar do número de campanhas públicas para informar sobre a doença ter aumentado consideravelmente nos últimos anos, menos da metade das pessoas que sofrem desse mal possuem acesso ao tratamento indicado. Os motivos são diversos: falta de recursos públicos, número pequeno de profissionais adequados, estigma social e dificuldade no diagnóstico correto.

Por causa do aumento acentuado de casos e diagnósticos de depressão e outras condições de saúde mental na última década, uma resolução foi aprovada em 2013 pela Assembleia Mundial da Saúde. Neste documento exige-se o comprometimento dos países em coordenar e buscar solucionar os transtornos mentais mais urgentes, como a depressão.

Quais são os principais sinais e sintomas de depressão?

mulher com depressão

Por ser uma doença psiquiátrica silenciosa e que frequentemente se confunde com tristeza, nem sempre conseguimos perceber os seus sintomas facilmente; mas, se você ficar atento, perceberá que eles existem e podem ser adequadamente identificados a fim de evitar que o quadro depressivo se agrave muito. 

Podemos distinguir os sinais e sintomas em dois grupos: sintomas emocionais e sintomas físicos. Se você ou alguém do seu círculo familiar ou social apresentar alguns dos seguintes sintomas por pelo menos duas semanas, durante grande parte do dia, fique alerta: talvez você esteja frente a frente com a depressão.

Entre os principais sintomas emocionais de depressão, estão:

Sentimento de tristeza e apatia constantes

A pessoa que sofre de depressão costuma se sentir tomada pelos sentimentos de tristeza e apatia. São esses sentimentos que resultam numa total falta de interesse no mundo e nas pessoas à sua volta. Para o deprimido, nenhuma atividade (mesmo que seja prazerosa) vale a pena ou parece ter o poder de trazer alguma alegria. 

Irritabilidade, ansiedade e angústia

Quem está deprimido costuma sofrer de variações de humor, em algum nível. E essas variações incluem principalmente os sentimentos de irritação, ansiedade e angústia. Essas emoções chegam sem motivos aparentes e tomam conta do deprimido, que se sente completa ou parcialmente imobilizado por elas. 

Baixa autoestima, sentimento de culpa ou fracasso, pessimismo excessivo

Se você já conviveu com alguém sofrendo de depressão, deve ter percebido que o mundo, para essas pessoas, é sempre um cenário de dor e falta de perspectiva. 

Quem está num quadro depressivo tem dificuldade em ver as coisas como elas realmente são e a tendência é que todas as situações pareçam sempre complicadas, sofridas e muito difíceis de serem superadas ou resolvidas.

Além disso, a baixa autoestima também costuma estar presente. O raciocínio é o seguinte: se o mundo não vale a pena ser vivido, eu e todas as coisas que eu realizo  também não devem valer a pena. 

O que temos, portanto, é uma interpretação frequentemente distorcida e negativa não apenas daquilo que nos cerca, mas de nós mesmos e de nossa existência no mundo.

Pensamentos suicidas e tentativas de automutilação

Falar sobre depressão exige que falemos sobre um tema muito difícil: suicídio. Como já dito anteriormente, um dos sintomas dos quadros graves desta enfermidade são as ideias e os pensamentos suicidas. Quem está nesse grau intenso de sofrimento e falta de interesse pela vida pode ter como desejo recorrente o desejo de morrer.

Em alguns casos, esse desejo não vai passar de uma vontade. Em outros, o desejo pode se transformar em tentativas e planejamentos da melhor forma de tirar a própria vida. Como saber se o desejo vai se transformar em ação? Infelizmente, isto não é possível.

Justamente por causa da imprevisibilidade das ações do depressivo, não há como ter certeza que um suicídio está sendo cogitado ou planejado. Sabemos o quanto isso é frustrante, desencorajador e aterrorizante para as famílias.

É por isso que, assim que os amigos e familiares identificarem uma possível crise de depressão, ajuda profissional precisa ser oferecida ao deprimido. Não hesite!

Além dos sintomas emocionais, sinais físicos também são visíveis e perceptíveis durante uma depressão. 

Os principais sintomas físicos de depressão são:

Alterações de peso

Um dos sintomas físicos de quem sofre de depressão é ter uma alteração não intencional de peso. Ganhar ou perder muitos quilos acaba acontecendo principalmente porque o depressivo, ao se isolar e deixar de realizar muitas das atividades cotidianas, muda também a sua rotina de alimentação. 

Além disso, muitos casos de depressão vem acompanhados de compulsão alimentar – um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão descontrolada de alimentos quando não há a presença de fome.

Insônia ou alterações no sono

Durante um quadro de depressão é comum que aconteçam alterações na qualidade do sono do deprimido. Por causa da ansiedade alta, acordar diversas vezes durante a noite ou  mesmo ter dificuldade para pegar no sono são sintomas (contornáveis, mas bastante chatos) que podem atormentar a qualidade de vida.

Mas não é só a dificuldade para dormir que pode surgir! Com muitas pessoas, acontece o oposto: dorme-se muito mais que 8 horas diárias e é uma batalha diária para se manter acordado e bem disposto.

Fraqueza, fadiga ou perda de energia 

Pessoas deprimidas sentem muita dificuldade em realizar atividades rotineiras (inclusive aquelas que são prazerosas, como ir ao parque com os amigos, ver a família para um almoço de domingo ou assistir a um filme no cinema). E isso não é por acaso: o cansaço constante é um dos principais sintomas da depressão. 

Muitas vezes o deprimido é encarado como alguém sem perspectiva, sem “rumo na vida”, sem objetivos. Mas saiba que essa é uma reação fisiológica causada pela doença: a energia baixa e a fadiga são sinais de alerta que acompanham os quadros de depressão.

Disfunções e problemas sexuais

Perda acentuada de libido, impotência sexual e ejaculação precoce podem surgir durante uma crise depressiva. Isso é absolutamente normal, não se assuste! Tratando a depressão, essas outras questões costumam ser resolvidas sem grandes dificuldades.

Problemas psicomotores

Sentir-se agitado fisicamente sem motivo ou sentir-se completamente apático fisicamente são reações comuns do corpo durante a depressão. A agitação psicomotora deixa a pessoa impaciente e com dificuldades de se manter no mesmo lugar, sentada ou concentrada. 

Já a apatia transforma qualquer atividade que exige movimento um tormento difícil de ser enfrentado.

Qual é a diferença entre tristeza e depressão?

Se não prestarmos muita atenção aos detalhes, é fácil confundir uma pessoa deprimida com uma pessoa que simplesmente está triste. Mas tristeza e depressão não são a mesma coisa!

Quando passamos por momentos difíceis em nossa vida, como a perda de uma pessoa querida ou o fim de um relacionamento importante, é normal que nos sintamos tristes. Nosso emocional e nosso corpo, afinal, sentem-se em luto. Mudanças e perdas drásticas não são situações fáceis de serem superadas.

Todavia, sentir-se enlutado e triste não significa que você está necessariamente passando por um quadro depressivo. Na depressão, a tristeza é prolongada e nem atividades prazerosas ou momentos bons conseguem desviar a frustração e a apatia do deprimido.

E quais são as causas da depressão?

Qualquer pessoa pode vir a sofrer de depressão, independente da idade, da classe social e econômica e do ambiente em que vive. Entretanto, existem alguns fatores de risco que podem desencadear um quadro depressivo. 

A predisposição genética é apontada como um dos maiores fatores que causa a depressão. Assim, pessoas que possuem familiares próximos (como pais, mães e avós) com depressão têm mais chances de também desenvolver essa enfermidade. É importante notar, entretanto, que a genética não é um fator determinante! 

Cada pessoa (mesmo aquelas com predisposição genética) reage de um modo diferente quando confrontada com situações e fatores que podem ser um gatilho para os quadros. Consumo excessivo de drogas, episódios traumáticos na infância e estresse intenso afetam diferentes pessoas de diferentes modos.

Tem se observado que mulheres e adolescentes parecem mais suscetíveis aos estados depressivos. Isto acontece, sobretudo, por questões hormonais. 

Enquanto a oscilação hormonal das mulheres é muito maior que a dos homens (com ainda mais intensidade no período fértil), os adolescentes estão recebendo e produzindo uma dose imensa de hormônios com os quais eles não tiveram tempo de lidar.

Apresentamos abaixo alguns dos fatores que podem desempenhar um papel crucial no surgimento da depressão:

Além disso, outros transtornos psiquiátricos (como ansiedade generalizada ou transtorno de humor bipolar) podem intensificar os quadros de depressão.

Como prevenir a depressão? 

Apesar de não termos como saber exatamente quais são as situações ou os fatores que podem funcionar como gatilho para um quadro depressivo, existem algumas atitudes e hábitos que podem ser feitos para prevenir a depressão. As principais medidas indicadas são:

Quer algo simples e sem contraindicações que pode te ajudar a driblar a depressão? O exercício físico! Caminhada, natação, lutas marciais, dança e até yoga. Vale de tudo pra mexer o corpo e espairecer a mente!

Com a realização de atividade física, o corpo produz naturalmente endorfina e serotonina – importantes neurotransmissores ligados à sensação de bem estar e alívio do estresse. Menos estresse e ansiedade, maiores as chances de você ter uma vida mais tranquila e positiva!

Você já ouviu a frase “você é o que você come”? Pois ela faz algum sentido! Ter uma alimentação equilibrada – capaz de saciar sua fome ao mesmo tempo que lhe garante todas as vitaminas e nutrientes para que seu corpo e seu cérebro funcionem adequadamente – é um ótimo caminho para evitar a depressão.

No mundo moderno é difícil não vivermos em constante estado de atenção e de cobranças excessivas. É preciso ser um profissional dedicado, investir nas relações afetivas, estar ligado nos acontecimentos do mundo, cuidar bem da família e, junto disso tudo, superar as expectativas que os outros têm de você mesmo.

Mas será que precisamos ser sempre tão perfeitos? Afinal, somos humanos, somos falíveis e não somos máquinas ou robôs programados. Precisamos aceitar que é normal errar, falhar e nem sempre atender a todas as exigências que o mundo nos faz.

Por isso, uma boa dica para evitar entrar num quadro depressivo é desacelerar. Não se cobre tanto. Você merece aceitar suas falhas, seus pontos fracos e suas fraquezas. Faça aquilo que for possível da melhor maneira, mas não exija demais de você.

É cientificamente comprovado que drogas, como a bebida alcoólica, interferem diretamente no humor. Isso acontece porque o álcool é um tipo de depressor e tem o poder de influenciar na liberação de certos neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina.

Beber ou usar outras drogas em excesso e com frequência, portanto, pode até te deixar alegre momentaneamente. Essa sensação, no entanto, não é durável e logo será substituída por sentimentos como vazio e apatia. Tenha muito cuidado!

Ocupar a cabeça e o corpo são ótimas maneiras de esquecer o estresse do dia a dia. Descubra atividades que você gosta de realizar e invista nelas! Fazer uma aula de cerâmica, praticar um esporte com os amigos, cozinhar apenas por lazer.

São muitas e variadas as opções para você se divertir e descobrir novas habilidades e interesses. Passar algumas horinhas da sua semana focando apenas em você mesmo é uma boa forma de ressignificar a sua existência. Experimente!

Quais são os tratamentos para depressão?

Hoje em dia, além da diminuição do preconceito que a depressão sofreu durante séculos, temos mais recursos farmacológicos e de assistência psicológica para lidar com essa enfermidade.

Os tratamentos contra a depressão disponíveis atualmente têm contribuído para uma melhora significativa dos quadros (tanto leves quanto graves) da doença e, com isso, a melhora da qualidade de vida do paciente também é facilmente percebida.

Antes de mais nada, é preciso que se tenha em mente que a depressão é uma doença que exige o acompanhamento médico. Ou seja, não é possível tratar adequadamente uma pessoa deprimida sem que ela passe por uma avaliação profissional.

Há dois caminhos que podem ser seguidos no tratamento da depressão: o medicamento e o psicológico. Muitas vezes, nos quadros mais graves, ambos andam de mãos dadas.

Sabemos que em casos mais leves, onde o paciente ainda consegue ter uma vida sem muitas intercorrências, o tratamento psicoterápico sozinho é capaz de aliviar e dissipar o quadro. Nessa circunstância, a ajuda de um psicólogo é o tratamento mais indicado.

Em casos moderados e graves, onde a vida do paciente sofre drasticamente uma perda de qualidade e suas relações afetivas, profissionais e sociais são afetadas, a indicação mais segura é a utilização de medicamentos (como os antidepressivos, os ansiolíticos e os antipsicóticos) prescritos por um psiquiatra.

O principal papel do uso de antidepressivos é bastante simples: fazer com que a pessoa deprimida consiga sair da crise. O remédio, portanto, é a porta que leva o paciente a retomar a sua vida (mesmo que lentamente). Com a medicação acertada e em monitoramento, o mais comum é que a assistência psicológica entre em cena. 

O papel do psicólogo, assim, é auxiliar o paciente já medicado a contornar gatilhos e a encarar sua vida e a sua condição de um modo diferente. Em muitos casos, as sessões de psicoterapia duram anos e o uso de medicamentos pode ser contínuo, por toda a vida. Com isso, evita-se recaídas.

Se você acha que está deprimido ou se você conhece alguém que pode estar passando por um quadro de depressão, não hesite em procurar ajuda. Não há nenhum motivo para sentir vergonha ou ter receio de receber uma assistência médica que pode melhorar sua qualidade de vida!

Aqui na Fepo, temos ótimos profissionais prontos para te auxiliar na busca de uma vida melhor. Não deixe de conhecer nossa plataforma e encontrar o acompanhamento psicológico que você precisa sem sair de casa a um valor acessível.

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Você não precisa sofrer sozinho. A depressão pode ser vencida. Conte com a gente!