Síndrome do pânico: como identificar?

Como identificar um psicopata, sindrome do panico

A síndrome do pânico e a ansiedade são dois dos transtornos que mais afeta a população hoje em dia, e com isso vem a necessidade de debater acerca desses assuntos. Vamos entender um pouco melhor? 

Citamos a ansiedade pois a síndrome de pânico pode ser caracterizada como a repetição de várias crises de ansiedade, ou os ataques de pânico, juntamente com a visão turva, dificuldades respiratórias, medo de morrer ou pensamentos acelerados. 

A ansiedade em si ela é normal, na verdade, é um sentimento inerente ao ser humano. Nós ficamos fissurados ao saber que no outro dia vai acontecer algo (seja bom ou ruim) ou que está chegando alguma data muito importante. 

O problema mesmo é quando essa ansiedade se torna um transtorno, o conhecido Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). 

É importante deixar claro que esse texto não visa diagnosticar os leitores, somente viabilizar o acesso a informação. Esse artigo objetiva promover um debate acerca do tema, em que o leito pode utilizar como base para alguma suspeita ou dúvida.

Sempre procure um profissional, seja ele psicólogo ou psiquiatra, o importante é que você busque uma ajuda médica. O diagnóstico com um profissional sempre será o mais seguro, pois ele te acompanhará e dará uma resposta individual, nada genérica. 

Dito isso, vamos entender como identificar a síndrome do pânico 

Como diferenciar a ansiedade da síndrome do pânico? 

Não é que a síndrome do pânico depende da ansiedade, mas é como se fosse um caminho a ser percorrido, e uma passa pela outra de maneiras diferentes. Em outras palavras, o que realmente diferencia o pânico da ansiedade é a intensidade das sensações e na falta de previsão da ocorrência. 

A ansiedade, por exemplo, traz como característica uma causa mais racional, como algum evento ou data esperada. No caos da síndrome do pânico, não existe um momento para acontecer nem um motivo aparente, ela simplesmente vem, sem avisar. 

Não se preocupe, a síndrome do pânico pode ser tratada, combinando terapia e medicações, obviamente tudo guiado pelo profissional adequado. O resultado pode demorar um pouco para chegar, mas com disciplina e positividade, ele vem. 

A síndrome do pânico, como dito, é caracterizada por crises de ansiedade, e nessas crises o que predomina é o medo, que nem tem justificativa, o que leva ao desespero. Nesse momento, a pessoa passa por uma sensação de morte ou que não tem mais controle sobre o seu corpo e a sua mente. 

Não existe uma idade marcada para ocorrer essas crises, porém é mais comum na fase da adolescência ou em adultos mais jovens. Essas crises podem ocorrer uma vez só, de maneira aleatória, podem ter várias em um dia só ou até mesmo demorar muito tempo para aparecerem novamente. 

Uma das causas para uma crise de ansiedade pode ser o medo por começar outra crise, inclusive. Esse momento de ataque ou crise pode ser tão pesado de forma a deixar marcas na pessoa. 

De qualquer forma, é preciso começar um processo de autoconhecimento e descobrir quais os seus gatilhos, pois estes também podem ser causadores de uma crise de ansiedade. 

Como perceber que estamos com a síndrome do pânico? 

Obviamente, todos nós apresentamos particularidades e cada um tem os seus motivos, contudo, os sintomas a serem citados são os mais frequentes, e por isso você pode se basear neles. 

– Em uma crise você tem um iminente medo da morte; 

– Você não consegue lidar com o fato de poder se descontrolar e tem medo disso; 

– Crê que está fora do mundo (em um sonho, por exemplo) ou não consegue perceber a diferença entre a realidade e o mundo da fantasia – desrealização ou despersonalização; 

– Sente alguma dor ou desconforto no peitoral, que muitas vezes essa dor é confundida com um possível infarto; 

– Sente muita dificuldade para respirar, chegando a uma sensação de sufocamento; 

– Sua muito mais do que o normal, além de muito enjoo, e sente algumas dores no abdômen; 

– Você fica tonto, e sente um calor fora do normal junto a calafrios, ficando muito instável; 

– Alguma parte do seu corpo começa a formigar ou até a adormecer, a chamada parestesia; 

– Seu corpo, ou parte dele, sente tremores, e você tem uma dificuldade para se mexer por conta disso.

Se você sente mais do que 3 sintomas dos quais foram citados, é importante que você busque um profissional urgentemente, pois assim você vai descobrir com o tempo como lidar melhor com essa situação. Algumas pessoas recorrem ao alcoolismo por exemplo como uma válvula de escape, e a dificuldade se torna maior quando é para sair de um vício.  

Atenção para não confundir com esses transtornos

Alguns dos sintomas citados são muito comuns a outros transtornos, por isso, é importante que se tenha cuidado para que o diagnóstico não distinto da realidade. 

1) Agorafobia: é o medo de estar em um lugar que a fuga dele não seja tão evidente, por exemplo, em lugares grandes é mais demorado para se achar a saída justamente por conta do seu tamanho e que já experimentado alguma crise neste lugar. 

Essas pessoas evitam a todo custo voltar para locais em que já passaram por alguma crise, para que o mesmo não ocorra novamente. 

2) Estresse pós-traumático: após passarem por eventos muito intensos ou até traumáticos, essa pessoa pode passar dias ou anos com uma carga muito alta de estresse, e por isso, causando algumas crises. 

3) Transtorno obsessivo-compulsivo: essa pessoa apresenta algumas obsessões ou compulsões justificando a intensidade dos seus sintomas em relação a ansiedade. Os exemplos podem ser os mais diversos, como comer algum alimento de sua preferência ou sempre lavar mãos de forma repetida. 

Essa diferenciação não será feita por você e sim pelo profissional de Psicologia. Não se preocupe, a síndrome do pânico e os outros transtornos citados têm tratamento sim, e você pode viver tranquilamente. 

Os seus pensamentos e o seu autoconhecimento serão muito importantes aqui, por isso, não espere para amanhã, comece ainda hoje a cultivar pensamentos positivos e se conhecer melhor. 

Esperamos ter ajudado!

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