O que é TDAH? Conheça sintomas e tratamento

O que é TDAH? Conheça sintomas e tratamento

Você sabe o que é o TDAH? Já ouviu falar desse transtorno? Ainda há muito desconhecimento sobre o que essas siglas querem dizer. Para saber mais sobre esse assunto, acompanhe o nosso artigo.

TDAH é uma abreviatura para Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, também chamado de distúrbio hipercinético ou apenas Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Em inglês, também pode ser chamado de ADD, ADHD, ou AD/HD.

Esse transtorno, devido a sua extensa combinação de sintomas, ainda enfrenta grandes dificuldades em ser adequadamente diagnosticado. Apesar disso, é possível conviver com o TDAH de forma a ter uma vida feliz e produtiva.

Confira dicas de como lidar com esse transtorno e saiba mais sobre o tratamento adequado!

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Você sabe o que é TDAH?

O TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, é um transtorno neurobiológico crônico que geralmente se manifesta na primeira década de vida, durante a infância. Suas causas (bem como seus sintomas) são várias: genéticas, biológicas e ambientais.

Suas principais características estruturais são impulsividade, desatenção e, claro, hiperatividade (que costuma se apresentar como uma inquietude motora ou um desassossego).

É na infância que o TDAH se manifesta e seus sintomas podem ser vistos mais claramente quando a criança entra na fase escolar. Isso não é ao acaso: ao adentrar no ambiente da escola, incentiva-se o uso de novos meios de interação e de utilização do raciocínio. Com isso, as dificuldades da criança tornam-se mais visíveis.

Apesar de estar sendo estudada com mais atenção nas últimas décadas, o TDAH não é uma doença nova. Já no século 19 ela era descrita em manuais médicos e costuma afetar, na mesma frequência, pessoas em todo o mundo.

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) e o Ministério da Saúde, esse transtorno afeta cerca de 3% a 5% das crianças já em idade escolar no mundo.

Em adultos, segundo indicações, o número é reduzido. Além disso, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013 (DSM-5) indica que as pessoas do sexo masculino são mais afetadas.

Nos Estados Unidos, pessoas portadoras de TDAH recebem por lei direito a tratamento diferenciado durante seus anos escolares. Apesar do diagnóstico mais comum na infância, o transtorno costuma acompanhar a criança também pela vida adulta.

O TDAH pode ser subdividido em três tipos:

– TDAH tipo desatenção;
– TDAH tipo compulsivo/hiperativo;
– TDAH tipo combinado (predomínio de desatenção e impulsividade / hiperatividade).

Cada um desses tipos distintos de TDAH possui um padrão de sintomas específico. Assim, para que possamos compreender melhor os sintomas desse transtorno é necessário também compreender as suas diferenças.

Quais são os sintomas de TDAH?

Como dissemos mais acima, cada tipo de TDAH possui sua própria gama de sintomas. Apesar disso, é possível identificar alguns sintomas mais gerais que o portador do transtorno costuma apresentar.

Mas não esqueça: a avaliação e o diagnóstico correto só podem ser realizados por um profissional da área! Não dispense a ajuda médica especializada.

Aqui está uma lista das principais características apresentadas pelo portador do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade:

– Tem dificuldade para seguir regras ou instruções;

– Posterga ao máximo as tarefas diárias;

– Tem problemas de organização;

– Os estímulos externos se tornam distrações fáceis;

– Sente dificuldade em prestar atenção aos fazeres propostos;

– Costuma interromper os outros com frequência;

– Esperar a sua vez de falar numa conversa pode ser torturante;

– Esperar em locais pré determinados (como consultório médico, sala de aula ou sala de espera) causa angústia ou ansiedade;

– Esquece com frequência onde deixou objetos ou guardou os seus pertences;

– Comete erros por simples falta de atenção ou descuido;

– Fala muito e tem dificuldade de compreender quando é momento de ficar em silêncio;

– O desconforto gerado pelas frustrações da vida podem resultar em agressividade.

Como dito anteriormente, cada um dos 3 tipos de TDAH possui um grupo de sintomas mais recorrentes. Por isso, agrupamos os sintomas conforme cada categoria do transtorno a fim de facilitar o entendimento e o diagnóstico (que, lembre-se, é feito pelo especialista!).

Tipos de TDAH

TDAH tipo desatento

No TDAH com predomínio para a desatenção, o portador do transtorno tem dificuldade em se concentrar durante um período mais longo de tempo em um mesmo assunto ou tarefa.

Como o nome já diz, a pessoa com TDAH tipo desatento se distrai com facilidade porque a sua atenção passa rapidamente de uma coisa para a outra.

Com isso, as pessoas afetadas:

– Esquecem o que iam falar ou fazer;

– Cometem erros básicos em atividades simples apenas porque não conseguem prestar atenção no que estão fazendo;

– Têm grandes dificuldades para organizar o seu dia a dia e realizar tarefas cotidianas, como manter a casa limpa ou chegar no trabalho no horário pré estipulado;

– Perdem com facilidade não apenas objetos, mas também compromissos importantes;

– Possuem dificuldade para ficar parados, mexendo mãos e pés enquanto estão sentados;

– Acabam por não ouvir quando são chamados.

TDAH do tipo compulsivo/hiperativo

Já no TDAH com predomínio para impulsividade/hiperatividade, os sintomas costumam demonstrar a dificuldade que o portador possui em lidar com as frustrações e dificuldades do dia a dia. Por isso, não é raro que explosões de raiva, angústia ou tristeza tomem conta dessas pessoas.

Outra característica de quem possui TDAH tipo compulsivo/hiperativo é o pensamento acelerado. Sua fala, por isso, pode ser rápida e desconexa (para quem está ouvindo), já que tenta acompanhar o seu pensamento.

Muitos são pessoas multitarefas, que se comprometem com vários compromissos e atividades e mudam os planos sem hesitar, de forma repentina.

Por causa disso, as pessoas afetadas com TDAH tipo compulsivo/hiperativo:

– Possuem tendência a vícios, como jogos de azar, drogas lícitas e drogas ilícitas;

– Fazem muitas atividades ao mesmo tempo;

– Se entediam com facilidade;

– Têm dificuldades em demonstrar seus sentimentos ou de se expressar verbalmente;

– São inquietas e têm dificuldade de se manter no mesmo lugar por muito tempo;

– Ficam bravas ou ofendidas com facilidade;

– São vistas como imaturas ou irresponsáveis.

TDAH tipo combinado ou misto

Os sintomas desse tipo de TDAH são, como se pode imaginar, combinados. Temos, portanto, características do TDAH tipo desatento e do TDAH tipo compulsivo/hiperativo misturados. Com isso, o diagnóstico torna-se mais difícil e o tratamento adequado costuma demorar mais para ser iniciado.

Quem sofre desse tipo de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade apresenta os sintomas listados acima, com traços de desatenção e hiperatividade.

Na fase da vida adulta, os sintomas acabam tendo algumas particularidades: a desatenção se dá sobretudo nas tarefas do dia a dia e no trabalho. Além disso, evidencia-se o esquecimento de eventos importantes e a pessoa se torna mais inquieta e impulsiva.

E quais são as causas do TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade possui causas multifatoriais. Os estudos recentes mostram que o aparecimento do TDAH se dá por uma combinação de fatores ambientais, genéticos e alterações cerebrais.

Ainda há muito caminho pela frente na identificação desses fatores, mas a ciência vem se empenhando em descobrir como surge e se desenvolve esse transtorno.

Fatores ambientais e contexto familiar:

É longa a discussão sobre o quanto o contexto familiar e o entorno podem influenciar no aparecimento de TDAH.

Um dado interessante é que crianças que nascem com baixo peso (isto é, menos de 1.500 gramas) apresentam um risco de 2 a 3 vezes maior de desenvolver o TDAH.

O ambiente e o contexto familiar também parecem influenciar no surgimento ou agravamento do transtorno. Lares com histórico de negligência ou abuso infantil têm mais chance de agravar possíveis transtornos ou distúrbios mentais.

Mulheres grávidas expostas a neurotoxinas como álcool e chumbo também podem gerar bebês com mais propensão a desenvolver o TDAH. Sobre esse assunto, as pesquisas ainda não possuem dados claros, mas a indicação é a gestante evitar qualquer tipo de contaminação tóxica a fim de proteger o desenvolvimento do bebê.

Fatores genéticos:

Após os estudos dos últimos anos, o que se sabe sobre esse assunto é que a hereditariedade média do TDAH fica por volta de 76%. Ou seja, as chances de uma criança possuir o transtorno é muito maior em uma família que já possui membros com TDAH.

Cerca de 60% das crianças que são diagnosticadas com esse transtorno possuem ao menos um dos pais com TDAH. Assim, crianças com pai ou mãe com déficit de atenção possuem 8 vezes mais chance de também nascer com o transtorno.

Alterações cerebrais:

A ciência vem relacionando a Síndrome do Déficit de Atenção com Hiperatividade com alterações na região frontal do cérebro. A região frontal é responsável pela gestão da memória, da organização e do autocontrole.

Ou seja, se essa parte do cérebro sofre alguma alteração, consequências indesejadas (como comportamentos inadequados e perda de controle) podem acontecer!

Mas fique atento: com isso não queremos dizer que essas alterações cerebrais acontecem por causa de uma má formação do cérebro. O que de fato acontece é que neurotransmissores como a noradrenalina e a dopamina são impedidos de realizar suas funções adequadamente.

O papel desses neurotransmissores consiste em levar informações para os neurônios. Se os neurotransmissores são impedidos de realizar adequadamente o seu trabalho, o processo cerebral inteiro acaba sendo afetado.

Aqui novamente podemos falar sobre o período de gestação como fundamental para evitar o desenvolvimento de certos transtornos. Segundo sugerem alguns estudos, a ingestão de drogas (lícitas ou ilícitas) ingerida por uma mulher grávida aumenta a possibilidade de alterações cerebrais no feto.

Como é o diagnóstico do TDAH?

O diagnóstico de TDAH é necessariamente realizado de forma clínica. Ou seja, a avaliação precisa passar pelo acompanhamento de um psiquiatra e/ou um psicólogo.

Durante a infância, os sintomas devem se manifestar antes dos sete anos, em pelo menos dois ambientes distintos, como em casa e na escola. E devem durar, ao menos, seis meses.

Esses sintomas devem influenciar diretamente no comportamento das crianças, causando desajustes e alterações no modo de agir, de interagir e de processar informações. Se a criança parece sofrer muito para se relacionar e para aprender, fique atento!

Apesar do problema estar presente desde o nascimento, ele só tomará dimensões mais definidas e se tornará mais claro nos primeiros anos de escola.

Por isso é tão importante a atenção dos pais e dos responsáveis na vida escolar da criança. Negligências nesse período de desenvolvimento podem causar muito sofrimento no futuro.

Junto desse cuidado nos primeiros anos de formação da criança, é preciso estar atento para não confundir o TDAH com algum outro transtorno, como autismo, dislexia ou mesmo bipolaridade. Por essa razão, o auxílio clínico correto se faz tão importante.

A partir do acompanhamento dos sintomas, o TDAH pode ocorrer em três graus de intensidade:

Leve: apresentam-se poucos sintomas com a ocorrência de alguns danos sociais, de aprendizagem ou profissionais;

Moderado: o número de sintomas é maior e os prejuízos passam a ser mais graves e frequentes;

Grave: os sintomas são acentuados e há prejuízos graves nos âmbitos sociais, profissionais e acadêmicos.

Qual o tratamento do TDAH?

Antes de mais nada é preciso entender que o TDAH não tem cura, porém é cada vez mais possível para o portador do transtorno ter uma vida equilibrada e feliz. Para isso, é preciso fazer tratamentos que priorizem a redução ou administração dos sintomas.

Apesar disso, o que se sabe é que cerca de 50% dos indivíduos diagnosticados que realizam tratamento continuam sofrendo dos sintomas por toda a vida.

Mas atenção: isso não é motivo para não se tratar! Mesmo que os sintomas não desapareçam com o tratamento, eles são minimizados.

O tratamento para o TDAH não é único. Cada caso e cada paciente exigem uma análise clínica individual que vai orientar, da forma certa, o tipo de tratamento que precisa ser adotado.

Durante a infância e a adolescência, o tratamento mais efetivo é o multidisciplinar. Em um tratamento multidisciplinar existe uma troca de informações e auxílio entre profissionais da saúde de diversas áreas como psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos.

Se o paciente já possui alguma comorbidade ou doença prévia além do transtorno, isso também pode afetar o tipo e o tempo de tratamento. Mais um fator para que o diagnóstico clínico seja feito corretamente e o atendimento não seja padronizado.

Ainda que cada caso demande um cuidado distinto, há alguns procedimentos que funcionam e são adotados na maioria dos tratamentos de TDAH:

Ajuda psicológica

psicóloga atendendo tdah

Fundamental no tratamento de TDAH, a terapia costuma ser o carro chefe do tratamento. Isto porque ela é capaz de ajudar o paciente a compreender seus sentimentos, suas angústias e frustrações.

Crianças que fazem terapia aprendem a lidar com suas emoções e controlar melhor os seus impulsos. Isso favorece os portadores de TDAH, já que os estimula a desenvolver o autocontrole, a buscar novas dinâmicas em suas tarefas diárias e a treinar suas habilidades sociais.

Adolescentes e adultos também são altamente beneficiados com o tratamento psicológico. Baixa auto estima, descontrole emocional, desorganização e dificuldade de se relacionar são peças chaves que precisam ser discutidas com seu psicoterapeuta.

Como cada tratamento é único, diferentes tipos de terapia podem ser eficazes: para alguns, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem mais impacto, para outros a terapia psicoeducacional pode ser a mais apropriada. Você só vai descobrir qual a melhor para cada caso conversando com sua equipe médica!

Intervenção medicamentosa

O uso de medicamentos também pode ser muito benéfico no tratamento do TDAH. Mas não esqueça: quem faz isso é psiquiatra! Somente este profissional pode orientar adequadamente cada caso e cada medicação.

Os medicamentos mais comuns no tratamento deste transtorno, além dos antidepressivos, são da classe dos psicoestimulantes. Apesar do nome, o objetivo desses remédios é causar um efeito calmante no paciente.

Com eles, consegue-se diminuir a impulsividade e a hiperatividade, estimulando a concentração. A pessoa mantém o foco por mais tempo e passa a ter menos dificuldade no aprendizado e na realização de tarefas cotidianas.

Como todo medicamento, os antidepressivos e psicoestimulantes também causam alguns efeitos colaterais, como insônia, dor de cabeça e falta de apetite. Não se preocupe: estes sintomas costumam ser leves e desaparecem após as primeiras semanas de uso.

Alteração da rotina e mudança de hábitos

Apesar do TDAH necessitar de tratamento médico e medicamentoso, existem mudanças simples na rotina que podem ajudar o quadro a se estabilizar.

A prática de atividade física regular é uma das formas de diminuir os sintomas do transtorno devido a liberação de hormônios como a endorfina. Esse hormônio, conhecido como hormônio do prazer, promove a sensação de bem estar e recompensa que você sente assim que coloca o seu corpo em movimento de forma mais intensa.

Natação, corrida, dança, yoga. São muitas as opções para você se mexer, ficar mais disposto, sentir-se relaxado e enfrentar melhor os sintomas desse transtorno.

Além da atividade física, outra mudança simples que você pode realizar no seu dia a dia diz respeito à alimentação. Reduzir o consumo de estimulantes, como cafeína e refrigerantes de cola, assim como maneirar no açúcar são formas de controlar os sintomas do TDAH.

Realizar atividades prazerosas também é um bom incentivo para mudar seu modo de encarar a vida com TDAH. Apesar das dificuldades que o transtorno implica, lembre-se sempre de manter pequenos gestos de auto agrado em sua vida.

Que tal pensar em mudar pequenos hábitos da sua vida? Comece aos poucos, sem se cobrar em excesso, mas seja persistente. As mudanças começam a mostrar seus resultados a médio prazo, por isso é preciso paciência. Vai valer a pena!

Apoio familiar e dos amigos

Ter o apoio daqueles que você ama é essencial.

Se você sofre de TDAH, compartilhe isso com as pessoas próximas e queridas. Elas terem conhecimento do seu transtorno faz com que elas sejam mais capazes de lhe ajudar nos momentos mais críticos.

Além disso, contar com o carinho e participação da sua família e amigos próximos durante o tratamento faz com que você se sinta mais seguro em continuar.

E se alguém que você ama sofre de TDAH, mostre sua disposição em ajudar!

Não é preciso grandes gestos ou uma atenção excessiva. Indicar que você está ali para o que der e vier durante o tratamento é uma forma de tranquilizar e dar o apoio que o portador do transtorno precisa e merece.

Se você foi diagnosticado com TDAH, não descuide do tratamento! Como já enfatizamos anteriormente, esse transtorno não tem cura mas pode ser contornado através de acompanhamento médico qualificado, utilização de medicação e mudança de hábitos. Cuide de você e de quem você ama!

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Além disso, a terapia é um dos caminhos mais eficazes para a recuperação da autoestima do adulto que possui TDAH. Na Fepo, você encontra psicólogos preparados para lidar com os seus sentimentos de frustração, que podem te orientar a encontrar meios de driblar esses sentimentos.

Não deixe que o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade dite o seu modo de viver e experienciar o mundo. Agende uma consulta online com um dos nossos profissionais e se permita fortalecer sua saúde mental com responsabilidade.

Por último, não tenha vergonha do TDAH ou algum outro transtorno. Só quem é portador sabe as dificuldades que enfrenta e os medos que precisa superar.

Não dê atenção para a desinformação e o preconceito dos outros. Confie na capacidade de melhorar que todos temos. Você merece viver melhor.